6. A herança dos filhos
Retomo aqui o assunto herança, assunto estudado quando tratamos da oração de Paulo (Ef 1). Analisaremos aqui aspectos complementares.
A herança que os pais deixam para os seus filhos, muitas vezes, longe de servir de bênção, torna-se uma maldição por causa da falta de sabedoria dos pais revelada com predileções e exclusões bem como o egoísmo dos filhos e de outros envolvidos. Com frequência, essa é a ocasião para se manifestarem descontentamentos antigos, rivalidades, ciúmes, senso de preterição, frustrações, invejas e ganâncias. Se o pai for muito rico, o risco, via de regra, é ainda maior. Quantas famílias ricas ou pobres se dissolveram em meio a litígios por causa de herança? Você se animaria a tentar comprar um imóvel que estivesse ainda em processo de partilha de bens? Eu não. Acredito que muitos de vocês também não.
Naturalmente quando pensamos ou falamos em herança, nos referimos a bens materiais. No entanto, as Escrituras, sem desprezar esse aspecto, conduzem o nosso olhar para algo mais importante e nem sempre prontamente perceptível. A Palavra nos diz que, como filhos de Deus, somos, por graça, seus herdeiros. Acontece que a herança que Deus garante aos seus filhos não é constituída simplesmente de bens materiais, mas dele mesmo: Deus é a nossa herança!
Ilustremos isto. De modo aparentemente paradoxal, podemos dizer que o período em que Davi fugia de Saul, que queria matá-lo, foi muito profícuo; ele pôde amadurecer em todos os sentidos e, desta fase da sua vida, temos alguns salmos magistrais.
O Salmo 16, de sua autoria (At 2.25; At 13.35-37), possivelmente foi escrito nessa época. Davi está então longe de seus familiares, sem terra, é um foragido em seu próprio país, odiado por muitos, convivendo com homens que, pelo que parece, pouco conheciam a Deus. Neste salmo, Davi escreve: “Outro bem não possuo, senão a ti somente (…). O Senhor é a porção da minha herança e do meu cálice; tu és o arrimo da minha sorte. Caem-me as divisas em lugares amenos, é mui linda a minha herança” (Sl 16.2,4,5).
Davi que de certa forma fora desterrado, declara ter Deus por herança. No deserto, quando poupa pela segunda vez a vida de Saul, diz a este: “…. Eles me expulsaram hoje para que eu não tenha parte na herança do Senhor, como que dizendo: Vai, serve a outros deuses” (1Sm 26.19).
Esta experiência não foi apenas de Davi. Na divisão das terras conquistadas, a tribo de Levi, conforme instrução divina, ficou sem nenhuma propriedade específica; assim registra Moisés: “Disse também o Senhor a Arão: Na sua terra herança nenhuma terás, e no meio deles nenhuma porção terás: eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel” (Nm 18.20).(Ver: Ez 44.28). O salmista Asafe exclama: “Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em Quem me compraza na terra (…). Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre”(Sl 73.25,26).
1) Ter Deus por herança é um desafio à confiança em sua provisão e cuidado, na certeza de que Ele supre todas as nossas necessidades. Acontece que nem sempre a manifestação do amparo de Deus é imediata aos nossos olhos e, também, não conseguimos entender tudo; por isso, há aqui um desafio à nossa perseverante confiança no amparo de Deus.
Jeremias, após a destruição de Jerusalém e consequente cativeiro de Judá, escreve: “A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele. Bom é o Senhor para os que esperam por Ele, para a alma que o busca. Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso em silêncio” (Lm 3.24-26/Sl 62.1-2).
2) Ter Deus por herança é, também, um desafio a obediência à Palavra. O salmista escreve: “O Senhor é a minha porção: eu disse que guardaria as tuas palavras. Imploro de todo o coração a tua graça; compadece-te de mim, segundo a tua palavra” (Sl 119.57-58). Outra vez: “Os teus testemunhos recebi-os por legado perpétuo, porque me constituem o prazer do coração. Induzo (למד)(lâmad) (“educar”, “ensinar”) o coração a guardar os teus decretos para sempre, até o fim. Aborreço a duplicidade, porém amo a tua Lei” (Sl 119.111-113). Portanto, devemos preservar o nosso coração constantemente em obediência a Deus.[1]
A Palavra de Deus nos mostra que Deus é o Senhor de todas as coisas e que Jesus Cristo, o seu Filho eterno, é o herdeiro de tudo (Hb 1.2).[2] As Escrituras também declaram que como filhos de Deus, somos seus herdeiros, coerdeiros com Cristo (Rm 8.17).[3] “E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gl 4.6-7).
Calvino comenta fazendo uma analogia:
Quando alguém adota uma criança, escolhe-a para ser seu herdeiro, e todos os bens que ele possui são depois repassados debaixo desse título. Assim se dá conosco, que somos herdeiros da vida celestial porque Deus nos adotou e escolheu para sermos seus filhos. Ademais, Paulo, não contente de haver até aqui exaltado a graça divina, diz também que Deus nos predestinou e de antemão determinou o negócio.[4]
A Igreja de Deus é constituída somente por seus filhos, por isso ela tem a glória eterna como herança indestrutível e incomparável. Esta herança ainda que não seja perceptível a nós em toda a sua gloriosa extensão, é real. E mais: Para podermos avaliar com justiça determinado bem, precisamos, entre outras coisas, ter um parâmetro avaliativo que envolve, por exemplo, a nossa maturidade e os nossos interesses que, podem, de certa forma, estar relacionados aos poucos ou muitos anos de vida além de nossas circunstâncias.
Ilustro isso: Em certa ocasião fui almoçar com um amigo no Shopping. Ele levou seu gracioso filho de 8 anos que é uma miniatura do pai. Meu amigo o conduziu a uma loja de grife, com preços mais caros e, se apaixonou por uma camisa para o filho. Fiquei observando enquanto o menino experimentava a camisa sendo conduzido pela gentil vendedora, sob os olhos brilhantes do pai e o olhar perdido do menino. Comprou a camisa. Depois fomos almoçar.
De fato, eu almocei; os dois lancharam. Explico: Como era sábado, a praça de alimentação estava cheia e os nossos interesses eram variados, o garoto ficou “guardando” lugar para nós enquanto comprávamos nosso alimento em lugares diferentes. O meu amigo, ótimo pai, preocupou-se com o filho, portanto, comprou primeiramente o sanduíche do filho para que depois pudesse escolher algo mais suculento para si mesmo. Contudo, quando ele trouxe o sanduíche, eu já havia regressado com o meu prato, o filho disse que não gostava daquele sanduíche visto que tinha um ingrediente qualquer (salada?) que ele não apreciava. Resumindo: o pai comeu o que comprou e financiou o filho em novo sanduíche que apreciava. Detalhe: vinha um boneco de brinde. Vendo a satisfação do menino ao engolir o sanduíche e montar o bendito boneco, fiz uma provocação: Você gostou mais do boneco ou da camisa? Antes que o menino respondesse, o pai se adiantou: “Ele tem muitos desses bonecos que ganha de brinde; a camisa é linda, etc. etc.”. O pai conhece o filho; ele preferiu o boneco… Na realidade, faltavam-lhe elementos para avaliar os dois presentes. A camisa custou o equivalente a uns 18 sanduíches, contudo, era o que o menino, circunstancialmente, preferia.
Paulo, de olho na eternidade e nos sofrimentos presentes, ainda que não tendo parâmetros definitivos visto ainda estar neste estado de existência, inspirado por Deus, afirma com alegre convicção: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória por vir a ser revelada em nós” (Rm 8.18. Veja-se: 1Co 2.9).
Somente os filhos de Deus participarão da presença gloriosa e eterna de Deus! A comunhão eterna com Deus é a nossa maior herança. (1Jo 3.1-2; Rm 8.17).[5] “Unicamente aquele que recebeu o verdadeiro conhecimento de Deus por meio da Palavra do Evangelho pode chegar a ter comunhão com Cristo”, conclui Calvino.[6]
A Palavra de modo surpreendente nos mostra que aqueles que têm a Deus por herança são herança de Deus. Em outras palavras, Deus tem a sua Igreja como o seu povo peculiar e especial; por isso, ninguém pode nos abater ou destruir. Somos o povo escolhido de Deus, somos a sua herança eterna, conquistada por Cristo Jesus. Deus nos preserva para si mesmo. Daí Davi clamar: “Salva o teu povo, e abençoa a tua herança; apascenta-os, exalta-os para sempre” (Sl 28.9). Do mesmo modo, o salmista: “….O Senhor não há de rejeitar o seu povo, nem desamparar a sua herança” (Sl 94.14).
Portanto, o salmista pode declarar de forma confiante: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para a sua herança” (Sl 33.12).[7]
Ter a Deus como Pai significa tê-lo como herança e ser ao mesmo tempo a herança de Deus, porque Deus nos predestinou para si mesmo, a fim de que nos tornássemos seus filhos, “para louvor da glória de sua graça que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça….” (Ef 1.6-7).
Isto é magnífico. Nós em nossa pequenez, pecadores que somos, por graça, somos tomados por Deus como sua herança para sempre. Deus se alegra em ter a Igreja como sua propriedade santificada para sempre. Esta verdade escapa à nossa compreensão e imaginação; somente podemos aprender isso por meio da Palavra de Deus. Somos herdeiros de Deus e, o mais fascinante de tudo: somos herança de Deus. Glória somente a Deus!
7. Adoção e escatologia
Assim como a redenção, a adoção tem um sentido presente, desfrutado por todos os redimidos (Rm 8.15,16; Gl 4.6,7),[8] e o seu aspecto futuro, ainda não plenificado, o qual aguardamos, “a redenção do nosso corpo”, ou seja, a nossa ressurreição (Rm 8.23)[9] como coroação de nossa santificação. “Ninguém pode ser herdeiro do reino celestial sem que antes seja conformado ao Filho Unigênito de Deus”, conclui Calvino.[10]
Deus em seu amor eterno e insondável escolheu-nos em Cristo, transformando totalmente a nossa situação: de condenados passamos a filhos e herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8.17).
Neste ato, Deus nos deu privilégios que nem mesmo Adão conheceu. Escreve Lloyd-Jones: “Adão foi feito à imagem e semelhança de Deus, entretanto nunca foi ‘participante da natureza divina’. (…) Fomos colocados numa nova relação com Deus que nem mesmo Adão gozou”.[11]
No entanto, ainda assim aguardamos o que haveremos de ser. Na realidade, não mais do que filhos, visto que não há privilégio maior. Contudo, a glória para nós preparada ainda não se manifestou em sua plenitude, nem somos capazes de imaginar, visto que jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para os seus filhos (Rm 8.18; 1Co 2.9; 2Co 4.17; Ef 3.20).[12]
Escreve o apóstolo João: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1Jo 3.2).
Davids comenta:
A Adoção, pois, é libertação do passado (…), um status e um modo de vida no presente (andando pelo Espírito, santificação) e uma esperança para o futuro (salvação, ressurreição). Descreve o processo de alguém tornar-se um filho de Deus (…) e de receber uma herança da parte de Deus.[13]
Somos herdeiros do Reino eterno: “Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?” (Tg 2.5).
Frame pontua de modo significativo e jubiloso:
Quando cremos em Cristo, nós nos tornamos membros da sua família. Mas, a plenitude de nossos privilégios como filhos e filhas nos aguarda no futuro (…).
Cristãos não costumam ser muito respeitados neste mundo. Mas nosso destino último é uma vida de tamanha dignidade e autoridade que não conseguimos imaginar agora. Assim, até mesmo a criação geme na expectativa da manifestação dos filhos de Deus: você e eu.[14]
A consumação de nossa vocação é descrita por Pedro às igrejas possivelmente perseguidas:
3Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 4 para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros 5 que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. 6 Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, 7 para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; 8 a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, 9 obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma. (1Pe 1.3-9). (Ver: Ap 21.1-7).
Neste estado de existência, até os anjos que serviram fisicamente a Cristo servem agora à Igreja, seu corpo místico, como espíritos ministradores: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hb 1.14).
A nossa certeza e conforto de hoje permanecem para toda a eternidade, quando estaremos na glória: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm 8.32).
Celebremos com júbilo ao Senhor a nossa filiação.
Considerações Finais: A Paternidade de Deus e a nossa
Ao contemplarmos o nosso modelo supremo de paternidade − Deus, o Pai celestial − somos, como pais terrenos, chamados a refletir aspectos essenciais dessa vocação: amor sacrificial, cuidado constante e disciplina que edifica.
A paternidade divina não é apenas um título; é uma relação viva, ativa e profundamente transformadora. Pais humanos devem buscar nesse padrão inspiração para conduzir suas famílias com sabedoria, humildade e graça.
A doutrina da adoção nos revela que Deus, em Cristo, nos escolheu para sermos seus filhos. Essa verdade ilumina a paternidade humana, mostrando que ser pai vai muito além de gerar − é acolher, cuidar e formar vidas com propósito.
- A adoção divina ensina que a verdadeira paternidade é marcada pela responsabilidade e pelo amor que se doa.
- Pais são lembrados de que, antes de exercerem sua missão paterna, são filhos de Deus − dependentes de sua graça, direção e misericórdia.
- A oração pelos pais e filhos torna-se um exercício de gratidão e súplica, pedindo que ambos reflitam o caráter do Pai celestial.
Como filhos de Deus, recebemos uma herança eterna e gloriosa. Essa realidade transforma nossa compreensão sobre o legado que os pais deixam:
- Mais valioso que qualquer bem material é o legado espiritual: fé vivida, caráter moldado pela Palavra e amor genuíno por Deus.
- A disciplina divina, conforme revelada nas Escrituras, é sempre pedagógica e visa à santidade. Esse modelo inspira a correção paterna: disciplinar com amor, visando o crescimento e a formação dos filhos, e não apenas a punição.
- A paternidade humana, quando exercida à luz da paternidade divina, torna-se espaço de reconciliação, cura e perdão.
Assim, a paternidade não deve ser vista como mera função biológica ou social, mas como vocação sagrada. É um chamado para:
- Honrar a Deus refletindo seu caráter no cuidado diário.
- Viver a missão paterna com temor, amor e dependência do Senhor.
- Transmitir às futuras gerações uma herança que transcende o tempo e ecoa na eternidade.
Que Deus nos ajude, como pais e filhos, a expressar em nossa vida o verdadeiro sentido de paternidade e filiação. Amém.
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Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa
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[1] Veja-se: J.I. Packer, O que é santidade e por que ela é importante?: In: Bruce H. Wilkinson, ed. ger. Vitória sobre a Tentação, 2. ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999, p. 31-32.
[2]“Nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hb 1.2).
[3] “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8.17).
[4] João Calvino, Sermões em Efésios, Brasília, DF.: Monergismo, 2009, p. 71-72.
[5] “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, ao ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é” (1Jo 3.1-2). “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8.17).
[6][6]John Calvin, Golden Booklet of the True Christian Life, 6. ed. Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1977, p.16.
[7]Sobre Israel como herança de Deus, Vejam-se: Dt 4.20; 1Sm 10.1; 2Sm 21.14; Sl 33.12; 74.2; 78.62; 94.5,14; 106.40; Is 19.25; 47.6; 63.17; Jr 12.14; Jl 2.17; 3.2. Deus disciplina a sua herança: Jr 12.7-9; Jl 2.17; os filhos como herança do Senhor: Sl 127.3; herança dada por Deus: Sl 135.12; 136.21-22; Jr 3.18; proteção: Is 54.17; 58.14.
[8] “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção (ui/oqesi/a), baseados no qual clamamos: Aba, Pai. 16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.15-16). “E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! 7 De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gl 4.6-7).
[9]Veja-se: Wayne A. Grudem, Teologia Sistemática, São Paulo: Vida Nova, 1999, p. 617.
[10]João Calvino, Exposição de Romanos, São Paulo: Paracletos, 1997, (Rm 8.29), p. 296.
[11]D.M. Lloyd-Jones, O Supremo Propósito de Deus, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1996, p. 121. Continua: “Cristo, em Sua obra, não somente desfez os trágicos resultados da Queda, não somente riscou os nossos pecados: Ele promoveu a nossa posição” (D.M. Lloyd-Jones, O Supremo Propósito de Deus, p. 121).
[12] “Se acaso tivermos a pretensão de ser mais que filhos e herdeiros de Deus, teremos que subir mais alto que Cristo. Mas se temos nele o nosso limite extremo, não estaremos provocando Sua ira máxima, se buscarmos fora de Cristo o que já obtivemos nele, sendo que só o podemos obter nele? Além disso, visto que Cristo é a sabedoria eterna do Pai, a verdade imutável, o conselho inabalável, não devemos acreditar que o que Ele nos declara com Sua boca possa diferir um átomo que seja da vontade do Pai, a qual buscamos conhecer. Antes, Ele nos manifesta fielmente qual é a vontade do Pai, desde o princípio e para sempre” (João Calvino, As Institutas da Religião Cristã: edição especial com notas para estudo e pesquisa, São Paulo: Cultura Cristã, 2006, v. 3, (III.8), p. 61).
[13] P.H. Davids, Adoção: In: Walter A. Elwell, ed. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, São Paulo: Vida Nova, 1988-1990, v. 1, p. 19.
[14]John Frame, Teologia Sistemática, São Paulo: Cultura Cristã, 2019, v. 2, p. 332.
