3) A Academia de Genebra: Missão como vocação
Calvino que estudara nos Collège de la Marche,[1] Collège de Montaigu,[2] Universidade de Orléans,[3] Universidade de Bourges,[4] e o Collège Royal,[5] tendo como mestres alguns dos grandes professores de sua época, conhecia bem a dureza (Montaigu), estrutura, rotina e o rigor acadêmico da vida universitária.
Calvino, como intelectual humanista
Antes de ser um teólogo ele fora um humanista.[6] A sua filosofia de ensino reflete a sua apurada formação e maturidade intelectual[7] dentro de um referencial que partia das Escrituras tendo a soberania de Deus como princípio orientador e a glória de Deus como fim de todas as coisas, inclusive de nosso saber.[8]
Calvino esteve associado a homens de indiscutível valor intelectual, procurando, quando possível, levá-los, desde que crentes fiéis, a prestar sua contribuição em Genebra. Ele apoiou o humanista Guillaume Budé (1467-1540), que juntamente com Erasmo (c.1469-1536) e Juan Luis Vives (1492-1540), foi considerado o “triunvirato do humanismo europeu”.[9]
Budé, conhecido também pelo nome latino Budaeus, foi um dos grandes humanistas franceses do Renascimento e ficou marcado como o “Prodígio da França”. Como historiador, filósofo e helenista, desempenhou papel decisivo no reavivamento do interesse pela língua e literatura gregas, colaborando para a introdução do Humanismo na França. Dotado de inteligência excepcional, destacou-se como filólogo, diplomata e bibliotecário real, tornando-se referência nos estudos clássicos e na cultura da Antiguidade.
Foi a seu pedido que Francisco I criou, em 1530, o Colégio Real (Collège Royal), hoje conhecido como Collège de France, instituição destinada a difundir o ensino das línguas e saberes clássicos fora da universidade tradicional. Entre suas obras mais importantes está De Asse et Partibus Eius, traduzida como “Sobre o Asse[10] e suas Partes”, um tratado de numismática que revela sua profundidade intelectual e rigor científico.
O legado de Budé consolidou a França como centro do humanismo europeu e sua memória permanece viva como símbolo da renovação cultural e intelectual do século XVI.
A tradição Escolar de Genebra
A tradição escolar de Genebra antecede a Reforma de 1536. Já no século XIII, a cidade contava com mestres particulares, e no século XIV surgiram escolas secundárias voltadas às elites, marcando os primeiros passos de uma organização educacional que, mais tarde, seria profundamente transformada pelo movimento reformado.
Um marco importante ocorreu em 1428. Nesse ano, o Conselho Geral da cidade manifestou interesse em criar um espaço destinado à instrução pública. Foi então que François de Versonnex (?-c.1462), rico comerciante e apotecário, síndico de Genebra desde 1417, decidiu custear a construção da escola. “A história deu a essa instituição o nome de seu generoso fundador”,[11] “Escola de Versonnex”.
Além de financiar a construção do prédio, Versonnex estabeleceu regras específicas para o funcionamento da escola, entre elas a exigência de que os alunos rezassem diariamente por sua alma. Esse gesto, que unia filantropia e espiritualidade, refletia sua visão cristã de serviço público, na qual a educação se tornava não apenas um ato de generosidade, mas também uma expressão de fé e compromisso comunitário.[12]
Em 30 de janeiro de 1429,[13] François de Versonnex oficializou a doação à comunidade do edifício que havia mandado construir. Nascia, assim, o primeiro colégio público de Genebra, destinado à formação de clérigos e ao ensino gratuito das artes liberais — antecipando em mais de um século os ideais que seriam retomados pela Reforma.
O colégio prosperou até a morte de Versonnex, em 1462, mas os conflitos políticos e religiosos do final do século XV levaram-no gradualmente à decadência. O colégio de Versonnex desapareceu durante os tumultos que precederam a adoção da Reforma pelo Conselho Geral dos cidadãos em 1536.[14] No dia seguinte ao estabelecimento da nova ordem, ele foi substituído pelo Collège de Rive.[15]
A Reforma e a Nova Educação
A chegada de João Calvino em 1536 deu novo impulso ao colégio. Já em sua primeira permanência em Genebra (1536–1538), ele insistiu junto aos Conselhos municipais na necessidade de melhorar as condições do ensino e ampliar os recursos das escolas. Mais do que reformador teológico, Calvino foi também arquiteto da educação pública, defendendo que a instrução deveria ser acessível a todos e subordinada à glória de Deus.
Em 1537, apresentou um projeto educacional gratuito para meninos e meninas, que recebeu amplo apoio público e fortaleceu o Collège de Rive, escola na qual foi convidado a lecionar.[16] Essa iniciativa, considerada revolucionária, ampliou o acesso e redefiniu o propósito da educação, formando cidadãos instruídos e piedosos. O Collège de Rive simbolizou essa democratização do saber, rompendo com o elitismo medieval e antecipando a estrutura sólida que viria com a Academia.
Assim surgiu a primeira escola primária gratuita e obrigatória da Europa, um marco histórico na educação.[17] Contudo, durante o período em que Calvino esteve em Estrasburgo (1538-1541), o Collège de Rive encerrou suas atividades, incapaz de sustentar-se sem o apoio institucional e pedagógico que lhe dava vigor. Esse fechamento, embora precoce, não significou o fim da proposta educacional reformada: com o retorno definitivo de Calvino a Genebra em 1541, o projeto foi retomado e reorganizado, preparando o terreno para a criação da Academia de Genebra em 1559.[18]
Calvino incentivou a educação fundando diversas escolas estrategicamente distribuídas na cidade. As taxas eram baixas até que foram abolidas (1571) conforme pedido de Theodore Beza (1519-1605).
Por vezes Calvino é chamado o fundador do sistema de escola pública. Ele desejava criar uma grande universidade, todavia, os recursos da República eram pequenos para isso, assim ele se limitou à Academia. Entre a frustração diante de uma utopia inalcançável e a comodidade da inércia derramando seu fel rancoroso em cinismo, há o caminho construtivo de se trabalhar positivamente com o que dispomos.
Calvino seguiu esse caminho. Diante das limitações, concentrou seus esforços na Academia, trabalhando de forma construtiva com os recursos disponíveis. Não foi uma tarefa fácil: para fundá-la, precisou pedir donativos de casa em casa, conseguindo arrecadar a soma respeitável de 10.024 guilders de ouro. Diversos estrangeiros residentes contribuíram generosamente, e um genebrino, François Bonivard (1493–1570), [19] chegou a doar toda a sua fortuna à instituição. [20]
O Fundador e sua Visão
A Reforma, nesse sentido, foi também uma revolução cultural, que disciplinou comportamentos e moldou mentalidades. Genebra tornou-se um verdadeiro laboratório social e intelectual, onde fé e saber se uniam para formar uma nova sociedade. O Collège de Rive foi peça fundamental nesse processo, funcionando não apenas como escola, mas como instrumento de formação moral e cultural.
Da iniciativa de Versonnex à visão reformada de Calvino, Genebra construiu uma tradição educacional que culminou na Academia de 1559, referência internacional para os sistemas escolares protestantes. Embora nada reste do antigo colégio, a rua do Vieux-Collège[21] preserva sua memória, lembrando que a educação genebrina nasceu da união entre fé, cidadania e saber — pilares da Reforma e da história da educação ocidental.[22]
O Collège de Rive, criado para oferecer ensino básico e secundário, tornou-se espaço estratégico para a difusão das novas ideias religiosas e culturais. A atuação de Calvino consolidou a educação como parte essencial da missão da Igreja e da cidade, e sua breve interrupção apenas reforçou a necessidade de uma estrutura duradoura, que se concretizou na Academia de Genebra.
Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa
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[1] McGrath discute a possibilidade de esta interpretação tradicional ser equivocada. Em sua opinião Calvino não estudou no Collège de la Marche (Ver: Alister E. McGrath, A Vida de João Calvino, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004, p. 37-43).
[2] As regras e a disciplina do Collège de Montaigu, fundado em 1314, eram bastante rígidas e a alimentação precária. É famosa a descrição de Erasmo a respeito desta Escola. Entre outros trabalhos, vejam-se: D. Erasmus, The Colloquies of Erasmus, Chicago: The University of Chicago Press, 1965, p. 351-353; Roland H. Bainton, Erasmo da Cristandade, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, (1988), p. 39ss.; Alister McGrath, A Vida de João Calvino, p. 44-45. Para um estudo detalhado de Montaigu, a obra clássica é: Marcel Godet, La Congrégation de Montaigu, Paris: Libraire Ancienne Honoré Champion, 1912, 220p.
[3] Por motivos não totalmente esclarecidos, seu pai resolveu enviá-lo (c. 1526-1528) para a conceituada e concorrida Universidade de Orléans, fundada em 1306, de cunho mais humanista, onde se dedicaria ao estudo de Direito civil sob a influência do conceituado jurista, Pierre L’Étoile (Latinizado: Petrus Stella [1480-1537]) cognominado de “rei da jurisprudência” e “príncipe dos juristas”, que posteriormente se tornaria presidente do Tribunal do Parlamento em Paris. Calvino ficou impressionado com a erudição de seu mestre e chegou a substituir alguns professores em sala, inclusive o próprio L’Étoile, que o convidara pessoalmente.
[4] Com o objetivo de aperfeiçoar-se e certamente atraído pelo famoso humanista e mestre de Direito, o italiano Andreas Alciati (1492-1550), “um jurista de primeira linha, teórico da soberania do Príncipe” (Emmanuel Le Roy Ladurie, O Mendigo e o Professor: a saga da família Platter no século XVI, Rio de Janeiro: Rocco, 1999, v. 1, p. 325) foi para a Universidade de Bourges (1529-1531), fundada em 1463 por Luís XI. (Cf. Theodoro de Beza, A Vida e a Morte de João Calvino, Campinas, SP.: Luz para o Caminho, 2006, p. 11).
Alciati era conhecido por seus discursos claros e desprovidos de excessos retóricos, característica que parece ter influenciado o jovem Calvino. Mais tarde, ao justificar seu estilo simples e objetivo, Calvino afirmou (1557): “…. nada é mais importante do que granjear o respeito que produza a edificação da Igreja” (João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 1, p. 48). Em 26 de janeiro de 1559, Calvino escreve a Dedicatória do seu comentário do Livro de Oséias. Nas palavras dirigidas ao rei Gustavo da Suécia (1496-1560), diz: “…porque há muito tempo aprendi a não cortejar o aplauso do mundo. (…) Se Deus me dotou com alguma inteligência para a interpretação da Bíblia, eu estou completamente convencido de que tenho fiel e cuidadosamente procurado excluir todo e quaisquer refinamentos estéreis, porém procuro ser aceitável, agradável e adequável às pessoas, preservando a genuína simplicidade, adaptada firmemente à edificação dos filhos de Deus que, não estando contentes com a casca, desejem penetrar no núcleo” (John Calvin, Calvin’s Commentaries, Grand Rapids, Michigan: Baker Book House Company, 1996, v. 13, p. XVIII-XIX). Vejam-se também: João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 2, (Sl 40.8), p. 228; João Calvino, Exposição de 1 Coríntios, São Paulo: Paracletos, 1996 (1Co 1.17), p. 50ss.
Na Universidade de Bourges – que fizera grande investimento para atrair professores renomados –, estudaria também com Melchior Wolmar (1497-1560), a quem conhecera em Orléans.
[5]Com a morte de seu pai (1531) tornou à Paris. Foi estudar no Colégio Real, recém-criado (1530) por Francisco I (1494-1547) (Que em 1870 passaria a se chamar Collège de France), tendo como lema: “Docet Ominia” (“Ensina tudo”). Aqui Calvino veio continuar seus estudos literários e aperfeiçoar seus conhecimentos de grego com o professor Pierre Danès (1497-1577) (Que ironicamente mais tarde faria parte do Concílio de Trento) e aprender hebraico (1531-1533) com François Vatable (1495-1547) considerado o restaurador da erudição hebraica na França, indo residir no Colégio Fortet. (Vejam-se: Emile Doumergue, Jean Calvin: Les hommes et les choses de son temps, Lausanne: Georges Bridel & Cie Editerurs, 1899, v. 1, p. 201, 505; David L. Puckett, John Calvin’s Exegesis of the Old Testament. Louisville, Kentucky: Westminster John Knox Press (Columbia series Reformed Theological), 1995, p. 76-77 (nota 44); Wilson de Castro Ferreira, Calvino: Vida, Influência e Teologia, Campinas, SP.: Luz para o Caminho, 1985, p. 47; Vicente Temudo Lessa, Calvino 1509-1564: Sua Vida e Obra, São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, [s.d.], p. p. 55).
[6]Charles Borgeaud, Histoire l’Université de Genève, Genève: Georg & Cº, Libraires de L’Université, 1900, p. 21. Veja-se: Hermisten M.P. Costa, João Calvino: O Humanista subordinado ao Deus da Palavra – A propósito dos 490 anos de seus nascimento. In: Fides Reformata, Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, 4/2 (1999) (Disponível: https://cpaj.mackenzie.br /fileadmin/user_upload/8_Joao_Calvino_O_Humanista_Subordinado_a_Palavra_de_Deus_Hermisten_Costa.pdf).
[7] Ford L. Battles, Interpreting John Calvin, Grand Rapids, Michigan: Baker Books, 1996, p. 47.
[8] “Não busquemos as cousas que são nossas, mas aquelas que não somente sejam da vontade do Senhor, como também contribuam para promover-lhe a glória” (João Calvino, As Institutas, III.7.2). “Não há glória real senão em Deus” (João Calvino, As Pastorais, (1Tm 1.17), p. 46). Veja-se o verbete “Glória”, In: Hermisten M.P. Costa, Calvino de A Z, São Paulo: Vida, 2006, p. 138-140.
[9]Cf. Guillermo Fraile, Historia de la Filosofia, Madrid: La Editorial Catolica, S.A. 1966, v. 3, p. 62.
[10] O termo asse provém do latim clássico as, assis, originalmente designando uma moeda romana de bronze de baixo valor, usada como unidade de medida monetária e de peso. No século XVI, em obras humanistas como a de Guillaume Budé (De Asse et Partibus Eius), o vocábulo foi reinterpretado e ampliado em sentido metafórico. Embora o significado primário seja “moeda”, passou a ser entendido também como “eixo” ou “elemento central”, funcionando como metáfora para aquilo que sustenta ou organiza uma estrutura de raciocínio. No tratado de Budé, o título pode ser traduzido como “Sobre o Asse e suas Partes”, indicando tanto o estudo da moeda quanto a ideia de eixo e subdivisões, uma forma de organizar o conhecimento em torno de núcleos centrais e suas ramificações. Assim, o texto está correto ao relacionar asse com axis, mas é importante destacar que essa associação é uma extensão semântica posterior, surgida no contexto humanista e pedagógico, enquanto o sentido original permanece ligado à numismática romana.
[11] Charles Borgeaud, Historie de l’Université de Genève: L’Académie de Calvin – 1559-1798, Genève: Georg & Co: Libraires de L’Université, 1900, p. 14.
[12]Segundo os registros, “todas as manhãs os alunos deveriam rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria pela salvação da alma do doador. Os mestres e reitores, por sua vez, prestavam juramento perante os síndicos para garantir o cumprimento das regras, e nenhuma remuneração poderia ser exigida dos estudantes.” (Cf. Archives d’État de Genève: https://archives-etat-ge.ch/page_de_base/1-moyen-age-college-de-versonnex/ (Consultado em 04.04.2026).
[13]“Em nome de Deus, amém. (…) Honorável e prudente François de Versonnex, cidadão e comerciante de Genebra, (…) desejando (…) empregar alguns dos bens confiados a ele por Deus em usos piedosos e salutares, acrescentando que, a seu ver, a disciplina escolar é uma obra benéfica porque afasta a ignorância, dispõe à sabedoria, forma os costumes, confere virtudes, facilita e favorece a boa administração dos assuntos públicos, (…) construiu recentemente e edificou uma casa ou edifício para o exercício, doravante e perpetuamente, da disciplina escolar pelos reitores das escolas de gramática, lógica e outras artes liberais (…).” (Doação de François de Versonnex. 30 de janeiro de 1429 (AEG, P.H. 475). In: https://archives-etat-ge.ch/page_de_base/1-moyen-age-college-de-versonnex/ (Consultado em 04.04.2026).
[14]A escola entrou em crise, marcada por evasões, e encerrou suas atividades em 1535. (Cf. E.A. Betant, Notice sur le College de Rive: In: Ewerton B. Tokashiki, A Reforma da Educação na Genebra de Calvino: Textos selecionados sobre educação (Portuguese Edition) (p. 7). Credo Reformado. Edição do Kindle).
[15] O Collège de Rive recebeu esse nome por estar situado no bairro homônimo e também ficou conhecido como “a grande escola”. Contudo, inicialmente, ao que parece, sua oferta educacional restringia-se às aulas de gramática. Conforme consta em um folheto-programa de janeiro de 1538, atribuído a Antoine Sonier, seu primeiro diretor, havia a expectativa de que, com a ajuda de Deus, chegaria o momento em que seriam ensinadas Retórica e Dialética, quando os alunos estivessem preparados para compreender essas disciplinas após terem assimilado os fundamentos iniciais. (Cf. Charles Borgeaud, Historie de l’Université de Genève: L’Académie de Calvin – 1559-1798, Genève: Georg & Co: Libraires de L’Université, 1900, p. 16).
[16] Cf. Theodoro de Beza, A Vida e Morte de João Calvino, p. 18. Sobre os desdobramentos da presença de Calvino no Collège de Rive e as propostas de mudança, veja-se Ewerton B. Tokashiki, A Reforma da Educação na Genebra de Calvino: Textos selecionados sobre educação (Portuguese Edition), p. 5, Credo Reformado, edição Kindle. De modo especial, cf. também Ewerton B. Tokashiki, Pastoreando o Rebanho de Deus: Os documentos de ordem da Igreja de Genebra, Teófilo Otoni, MG: Credo Reformado Publicações, 2022, p. 34-38.
[17] John T. McNeill, The History and Character of Calvinism, New York: Oxford University Press, 1954, p. 135. Inter alia: Charles Borgeaud, Histoire l’Université de Genève, p. 16-18; Lorenzo Luzuriaga, História da Educação Pública, São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959, p. 1, 5-6; Elmer L. Towns, John Calvin. In: Elmer L. Towns, ed. A History of Religious Educators, Michigan: Baker Book House, 1985, p. 168-169; Philip Schaff, History of the Christian Church, v. 8, p. 804; Eugène Choisy, L’ État Chrétien Calviniste: Genève au XVIme siècle, Genève: Librairie Georg & Cia. 1909, p. 9.
[18]Ford L. Battles, Interpreting John Calvin, p. 61-62; John T. McNeill, The History and Character of Calvinism, p. 192; Robert W. Pazmiño, Temas Fundamentais da Educação Cristã, São Paulo: Cultura Cristã, 2008, p. 149 ; Charles Borgeaud, Histoire l’Université de Genève, Genève: Georg & Cº, Libraires de L’Université, 1900, p. 13-18.
[19] Lord Byron (1788–1824) compôs o poema The Prisoner of Chillon, and Other Poems (Londres: John Murray, 1816), inspirado na prisão de François Bonivard no Castelo de Chillon. A obra nasceu após sua visita à fortaleza em junho de 1816 e, em 392 versos, transformou a experiência histórica em um poderoso símbolo romântico da resistência à tirania e da luta pela liberdade. Traduções em português estão disponíveis sob o título O Prisioneiro de Chillon, como a realizada por João Chrisóstomo de Medeiros Neto (2015). (Disponível gratuitamente em: https://www.topleituras.com/livros/prisioneiro-chillon-traduzido-lord-byron-438a (Consultado em 05.04.2026).
[20]Cf. Philip Schaff, History of the Christian Church, v. 8, p. 804-805; Charles Borgeaud, Histoire l’Université de Genève, p. 214.
[21]“O conjunto arquitetônico do Collège Calvin na 2 rue Théodore-de-Bèze é uma mistura harmoniosa de estilos renascentista, medieval e moderno. O edifício principal, que data do século XVI, passou por restaurações meticulosas, mais recentemente entre 2008 e 2015, sob a direção do arquiteto Yves Omarini. O projeto preservou características originais, como a estrutura de madeira de 1559, e recebeu reconhecimento do Patrimoine Suisse Genève”. Hoje funciona como uma Escola Secundária, Collège Calvin. Ela é aberta ao público durante algumas solenidades e em visitas guiadas. (https://audiala.com/pt/suica/genebra/colegio-calvino) (Consultado em 06.04.2026).
[22] Cf. Charles Borgeaud, Historie de l’Université de Genève: L’Académie de Calvin – 1559-1798, Genève: Georg & Co: Libraires de L’Université, 1900, p. 16.
