Tentando pensar e viver como um Reformado: Reflexões de um estrangeiro residente – Parte 61

4) Educação Cristã e a Depravação Total: Trabalho intenso & oração humilde e confiante (Continuação)

Educação: Importância e Limites

Como temos visto, a educação é um fenômeno tipicamente humano. Os animais podem ser adestrados, mas somente o ser humano pode ser educado.[1]

A educação é um dos pilares mais profundos da vida em sociedade. Sem ela, nenhuma civilização poderia se erguer, florescer ou se renovar. É por meio da educação que se constrói, mantém e transforma o tecido social.

O surgimento e o progresso de qualquer povo estão diretamente ligados à forma como transmite seus saberes e valores às novas gerações.[2] Contudo, sua função vai muito além da simples transmissão de informações: trata-se, sobretudo, da formação ética e espiritual do ser humano, da lapidação de sua consciência e da orientação de sua sensibilidade.

Digo espiritual porque nenhuma sociedade, em sã consciência, deseja formar autômatos desprovidos de imaginação e de alma. O ser humano não é apenas um agente que executa tarefas; é alguém que pensa, sonha e idealiza. Planejar e sonhar são expressões de um processo interior que não pode ser mensurado materialmente, senão pelos frutos concretos que dele resultam.

A educação, quando autêntica, desperta esse movimento íntimo, dando forma ao invisível e tornando palpável aquilo que nasce no coração e na mente.

Nesse sentido, recordo uma analogia antiga, que compara o pensamento ao imperador sentado em seu palácio. Nenhuma ação se realiza sem que antes seja ordenada pelo pensamento. Assim como o imperador, ao mover apenas os lábios, faz com que toda a província se agite e obedeça, também em cada homem o coração governa. Se o pensamento é bom, ordena o bem; se é mau, ordena o mal. O íntimo humano é, portanto, o trono de onde emanam as ordens que moldam a vida. A educação, ao formar esse interior, não apenas instrui, mas orienta o imperador que habita em cada pessoa.[3]

Os valores éticos refletem o espírito de uma nação − o ethos de um povo. Esse conceito, de origem grega, significa “caráter” ou “modo de ser” e designa os hábitos, valores e costumes que moldam a identidade de uma pessoa, grupo ou cultura. É a raiz da palavra “ética” e está intrinsecamente ligado à ideia de comportamento e identidade coletiva.

A educação, ao transmitir e cultivar esses valores, não apenas preserva a memória de um povo, mas também projeta seu futuro, formando cidadãos capazes de discernir, agir e transformar o mundo à luz de princípios que transcendem o imediato.

A educação moral busca formar pessoas com valores que envolvem deveres para com Deus, consigo mesmas, com o próximo e com a sociedade.[4] Ela abrange o homem em sua totalidade, considerando-o como ser religioso, racional, emotivo, livre e responsável.

A verdadeira educação prepara o indivíduo para viver criativamente em sociedade, capacitando-o a assimilar, adaptar e transformar a cultura por meio de um posicionamento racional, emocional e moral. Em outras palavras, educar é formar o homem para agir em seu meio com integridade. Isso só se torna possível quando despertamos no educando o amor e o compromisso incondicional com a busca da verdade − isto é, com Deus e com a sua Palavra.

Todavia, embora a educação seja de extrema relevância, ela não resolve todos os problemas sociais, morais e espirituais. A educação pode indicar o caminho certo e estimular sua prática; porém, entre conhecer o bem e realizá-lo existe uma grande distância (cf. Rm 7.14-24).[5] Por isso, a doutrina da depravação total permanece como pressuposto fundamental da educação cristã.

Platão (427–347 a.C.), discípulo de Sócrates (469-399 a.C.),[6]  acreditava que o mal nasce da ignorância do bem. Animado por essa convicção, ousou atravessar o mar até Siracusa, levando consigo não apenas palavras, mas a esperança de moldar um tirano em rei-filósofo.

Dionísio II ( c. 397 a.C. − 343 a.C.), jovem soberano, tornou-se o campo de ensaio de sua utopia. Platão buscava nele a harmonia descrita em A República: justiça como equilíbrio, sabedoria como guia, educação como fundamento do poder. Mas o tirano não se deixou disciplinar. O filósofo, que sonhava com a aurora da razão, encontrou a sombra da desconfiança. Foi vigiado, ameaçado, quase perdeu a vida.

Em sua terceira viagem, em 361 a.C., retornou a convite, ainda movido pela esperança de ver a filosofia encarnada no governo. Tentou implantar princípios de justiça e ordem, mas a realidade mostrou-se cruel: Platão esteve à beira de ser vendido como escravo.

Essa experiência, mais amarga que qualquer teoria, tornou-se um dos episódios mais marcantes da filosofia política. Em Siracusa, revelou-se o abismo entre o ideal e o real, entre o sonho do rei-filósofo e a rigidez das tiranias. Platão não chegou a redigir uma constituição para a cidade, mas buscou aplicar princípios de justiça e de governo filosófico − um verdadeiro “ensaio prático” de sua teoria.[7] Em sua própria vida, deixou o testemunho de que a filosofia, quando confrontada com o poder, pode assumir contornos de tragédia.

Esse é apenas um entre muitos exemplos que a História registra de homens que conheciam a verdade, mas escolheram caminhos contrários. Judas Iscariotes, por exemplo, esteve cercado pela companhia de onze discípulos e, sobretudo, pelo maior Mestre de todos: Jesus Cristo, o Deus encarnado. No entanto, jamais se tornou verdadeiramente um discípulo de Cristo.

Mesmo ocupando um cargo de confiança − responsável por administrar os donativos de pessoas generosas que apoiavam o ministério de Jesus − Judas desviava para si, de forma sorrateira, parte do que lhe era entregue (Jo 12.6). Conviveu com Cristo, ouviu suas palavras e presenciou seus atos, mas nunca se deixou transformar por Ele.

O ensino, por si só, não torna alguém cristão.[8] Apenas a regeneração − a ação transformadora e vivificadora do Espírito, que implanta em nós um novo princípio de vida espiritual −  conduz à verdadeira fé.

O Espírito é vida, sendo a fonte e o doador da vida: “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.2/Jo 6.63; 2Co 3.6; Gl 6.8). Por intermédio do Espírito fomos recriados para que possamos responder com fé à Palavra reivindicatória de Deus (Jo 3.5,6,8/Tt 3.5).

A regeneração é a expressão interna da vocação eficaz. Ela antecede à fé: Antes, estávamos mortos, portanto, incapazes de atender as reivindicações de Cristo e de ver o glorioso Reino de Deus. É o Espírito quem, soberanamente, nos capacita a receber a graça,[9] iniciando uma nova vida em nossos corações, na qual temos os nossos olhos abertos e os corações voltados para a Palavra de Deus.

A regeneração é um ato, que dá início a um processo; é, em outras palavras, “o começo de um caminho de vida”.[10] Por isso, as demais transformações que vão caracterizar a vida cristã procedem dela.

Antes amávamos o pecado; agora, pelo Espírito, encontramos prazer em obedecer à vontade de Deus (Sl 119.16,77,97-105/1Jo 5.1-5). O Espírito infunde em nós uma nova disposição que nos conduz em direção à vontade de Deus em uma santa e prazerosa obediência.

O homem não regenerado pode até achar interessante o assunto e tentar mudar o seu comportamento, todavia, isto não resolve a questão: “a razão e a consciência podem levar um homem a mudar de conduta, mas não podem levá-lo a mudar de coração”, escreveu Hodge.[11]

O veredicto de Deus sobre o pecador o considera justo porque ele, pela fé, aceitou a justiça de Cristo. Esta justiça nada tem a ver com obras humanas, antes, é a “justiça de fé”. Se assim não fosse, a fé seria por si mesma meritória, sendo a obra sacrificial de Cristo descartada por sua total inutilidade.[12]

A nossa argumentação até aqui visa nos dar conta de como o Espírito é o agente ativo de nossas orações. Como Ele nos criou para isso. Fomos criados para nos relacionar com Deus. Caídos, distantes e alienados de Deus, fomos regenerados e reconciliados para que possamos voltar a ter, por graça, uma relação piedosa com o nosso Senhor.

Jesus Cristo ensina: “Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus (…). Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3.3-5).

Do mesmo modo, Paulo:

 Segundo sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna. (Tt 3.5-7).

Resumindo: os filhos de Deus procedem de Deus: são gerados por Ele mesmo e, por isso, tornam a Deus com fé (Jo 1.12-13).

Os Cânones de Dort (1618-1619) declaram:

De acordo com o testemunho da Escritura, inspirada pelo próprio autor dessa obra, regeneração não é inferior em poder à criação ou à ressurreição dos mortos. Consequentemente todos aqueles em cujos corações Deus opera desta maneira maravilhosa são, certamente, infalível e efetivamente regenerados e de fato passam a crer. Portanto a vontade que é renovada não apenas é acionada e movida por Deus mas, sob a ação de Deus, torna-se ela mesma atuante.[13]

Assim também a graça divina da regeneração não age sobre os homens como se fossem máquinas ou robôs, e não destrói a vontade e as suas propriedades, ou a coage violentamente. Mas a graça a faz reviver espiritualmente, traz-lhe a cura, corrige-a e a dobra de forma agradável e ao mesmo tempo poderosa. Como resultado, onde dominava rebelião e resistência da carne, agora, pelo Espírito, começa a prevalecer uma pronta e sincera obediência. Esta é a verdadeira renovação espiritual e liberdade da vontade.[14]

Uma figura menos explorada associada à regeneração, é a da semente que germina, cresce e frutifica, como escreve João: Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1Jo 3.9).

A semente do Evangelho é poderosa (1Pe 1.23); seus frutos são identificáveis na vida dos regenerados em sua profissão de fé, testemunho e vitória sobre o pecado:

Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele. (1Jo 2.29).

Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. (1Jo 4.7).

Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido. (1Jo 5.1).

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. (1Jo 5.14).

Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca. (1Jo 5.18).

Reafirmamos a importância do ensino, mas destacamos que é o Espírito Santo quem nos capacita a fazer a vontade de Deus e a seguir os seus mandamentos. Estar convencido de uma verdade, por si só, não habilita ninguém a praticá-la. Convicção não basta sem transformação interior (cf. Jo 15.5; Fp 2.13; 1Jo 5.3-5).

Por outro lado, devemos também reconhecer, com diz Richards (1931-2016), que “Deus opera através de processos naturais de maneira sobrenatural”.[15] Somos, por vezes, instrumentos frágeis em suas mãos, mas por meio de nós Ele realiza uma obra que transcende nossa capacidade de compreensão − a transformação e edificação do ser humano.

Em sua soberania, Deus nos usa como mensageiros terrenos para transmitir sua Palavra eterna. Por isso, a Escritura enfatiza o ensino como meio indispensável de instrução e preservação da fé (Vejam-se:  Dt 6.6-9; Pv 22.6; Os 4.6; Mt 28.18-20; 1Tm 4.1). A Palavra não é apenas informativa, mas formativa: molda o coração e orienta a vida.

O Evangelho é descrito como “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16). Para que esse poder alcance o homem, é necessário que ele conheça o conteúdo do Evangelho, seja instruído em sua verdade e compreenda sua mensagem. Essa tarefa é confiada à Igreja, que possui a responsabilidade intransferível de anunciar a Boa Nova a toda criatura. (Rm 1.1-7).

A universalidade da missão da Igreja revela sua vocação: proclamar o Evangelho de Jesus Cristo a todas as nações e povos, cumprindo o chamado divino de levar a luz da salvação até os confins da terra.[16]

Dentro de uma perspectiva complementar, enfatiza Van Horn (1920-2005):

O mestre cristão deveria descobrir o propósito do ensino: a formação do homem em uma personalidade independente servindo a Deus segundo sua Palavra. Este propósito pode alcançar-se unicamente promovendo uma submissão obediente à Palavra de Deus tanto do mestre como do aluno.

O ensino, segundo a Bíblia, é simplesmente a satisfação de uma necessidade divinamente ordenada (a renovação do homem caído e redimido no que Deus queria que ele fosse), em uma maneira divinamente ordenada (o uso de métodos consequentes com a autoridade máxima, as Escrituras).[17]

O objetivo da Educação Cristã é conduzir o povo de Deus a viver para sua glória, em obediência à Palavra.

No  Catecismo de Genebra (1541/2), nas duas primeiras perguntas, lemos:

Mestre:  Qual é o fim principal da vida humana?

Discípulo: Conhecer os homens a Deus seu Criador.

Mestre: Por que razão chamais este o principal fim?

Discípulo: Porque nos criou Deus e pôs neste mundo para ser glorificado em nós. E é coisa justa que nossa vida, da qual Ele é o começo,  seja dedicada à Sua glória.[18]

Deste modo, podemos dizer juntamente com Hughes, que “o mais alto objetivo da educação deve ser, então, ajudar os seres humanos no desenvolvimento do conhecimento, habilidades e atitudes que contribuam para que eles possam glorificar e agradar melhor a Deus”.[19]

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa

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[1] Vejam-se: Battista Mondin, Introdução à Filosofia, 4. ed. São Paulo: Paulinas, 1983, p. 105; John A. Hughes, Por que Educação Cristã e não Doutrinação Secular?: In: John MacArthur Jr., ed. ger. Pense Biblicamente!: recuperando a visão cristã do mundo, São Paulo: Hagnos, 2005, [p. 365-395], p. 368.

[2]“O adestramento mais laborioso não conduz senão a resultados medíocres” (Georges Gusdorf, A Palavra,  Brasília, DF.: Academia Monergista, 2021, p. 18). Vejam-se também: John A. Hughes, Por que Educação Cristã e não Doutrinação Secular?: In: John MacArthur Jr., ed. ger. Pense Biblicamente!: recuperando a visão cristã do mundo, [p. 365-395], p. 368-369.

[3]Veja-se: Stº Agostinho, Comentário aos Salmos, São Paulo: Paulus, (Patrística, 9/3), 1998, v. 3, (Sl  148.1-2), p. 1126-1127.

[4] Veja-se o sugestivo artigo do professor Moacyr Vaz Guimarães, Educação: Prioridade Esquecida, In: Cadernos de Problemas Brasileiros, (encarte), nº 278, mar/abril de 1990, 35p.

[5] O poeta Ovídio (42 a.C.-18 d.C.), coloca nos lábios de Medéia este problema: “A paixão me incita a uma coisa, a razão me aconselha outra. Vejo o bem e o aprovo, mas sou arrastada pelo mal” (Ovídio, Metamorfoses, Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1983, Livro VII, p. 165). Com a suspeita que paira sobre dois ex-alunos de Harvard: o matemático Theodore John Kaczynski e o médico Daniel Carleton Gajdusek, acusados respectivamente de terrorista e de explorador sexual de crianças, foi reaberta a questão da crença “de que a educação torna as pessoas mais humanas….”. Foi assim que tomei conhecimento do assunto há muitos anos. (Veja-se: Carlos E. L. da Silva, A Mancha do crime no mundo ideal de Harvard: In: Folha de São Paulo, 21/4/96, Caderno “Mais!”, p. 3). Posteriormente, Theodore John Kaczynski (1942-2023) seria preso e condenado à prisão perpétua. Confessou seus crimes: matou três pessoas e feriu mais 23 durante uma onda de bombardeios em massa entre 1978 e 1995. (https://www.bbc.com/portuguese/articles/crg3qejqelyo) (Consultado em 03.02.2026).  Daniel Carleton Gajdusek (1923-2008) Nobel de Medicina (1976) seria condenado a 19 meses de prisão em 1997.  (https://www.theguardian.com/science/2009/feb/25/carleton-gajdusek-obituary) (Consultado em 03.02.2026).

[6] Platão, Protágoras, 345,352,358; Aristóteles, Ética a Nicômaco, VII,2. 1146. Calvino critica este argumento, considerando que explicação semelhante consiste na “indulgência do homem para consigo mesmo” (J. Calvino, As Institutas, II.2.22).

[7]Preanunciando a sua frustração, Platão expõe suas convicções enquanto rememora as suas duras experiências em Siracusa: “Não cessarão os males para o gênero humano antes de alcançar o poder a raça dos verdadeiros e autênticos filósofos ou de começarem seriamente a filosofar, por algum favor divino, os dirigentes das cidades.

“Tais eram minhas convicções, quando fui à Itália e a Siracusa pela primeira vez.” (Platão, Cartas (Sétima Carta), 326b.: In:  Diálogos, Belém: Universidade Federal do Pará, 1975, v. 5, p. 139.

[8] Veja-se uma útil análise do caso de Judas Iscariotes em D.M. Lloyd-Jones, Seguros Mesmo no Mundo, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 2005, (Certeza Espiritual: v. 2), p. 140ss.

[9] Confissão de Westminster, X.2.

[10]Hendrikus Berkhof, La Doctrina del Espíritu Santo, Buenos Aires: Junta de Publicaciones de las Iglesias Reformadas; Editorial La Aurora, 1969, p. 78.

[11] Charles Hodge, O Caminho da Vida, New York: Sociedade Americana de Tractados, [s.d.], p. 280. “O homem pode gabar-se de um grande melhoramento moral, e, todavia, não ter nenhuma experiência da santificação” (Louis Berkhof, Teologia Sistemática, Campinas, SP.: Luz para o Caminho, 1990, p. 536). Veja-se: R.C. Sproul, O Ministério do Espírito Santo, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1997, p. 93ss.

[12]Cf. Herman Bavinck, Dogmática Reformada, São Paulo: Cultura Cristã, 2012, v. 4, p. 214.

[13] Os Cânones de Dort, São Paulo: Editora Cultura Cristã, [s.d.], III-IV.12, p. 37-38.

[14] Os Cânones de Dort, III-IV.16, p. 39.

[15] Lawrence O. Richards, Teologia da Educação Cristã, São Paulo: Vida Nova, 1980, p. 254. “A Educação Cristã é mais bem entendida como um processo tanto natural quanto sobrenatural” (Perry G. Downs, Introdução à Educação Cristã: Ensino e Crescimento, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001, p. 64-65).

[16]“A mais importante implicação da catolicidade da igreja, é seu solene dever de proclamar o evangelho de Jesus Cristo a todas as nações e tribos da terra” (R.B. Kuiper, El Cuerpo Glorioso de Cristo, Grand Rapids, Michigan: SLC., 1985, p. 60).

[17] Leonard T. Van Horn, Enseñar, Enseñaza, Maestro: In: E.F. Harrison, ed. Diccionario de Teologia, Grand Rapids, Michigan: TELL., 1985, p. 191b.

[18]John Calvin, Catechism of the Church of Geneva, perguntas 1 e 2. In: John Calvin, Tracts and Treatises on the Doctrine and Worship of the Church, Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1958, v. 2, p. 37. “Ora, a vida eterna e imortal só pode ser encontrada em Deus. Portanto, é necessário que a principal preocupação e solicitude de nossa vida seja buscar a Deus, aspirá-lo com toda a afeição de nosso coração e descansar nele somente” (João Calvino, Instrução na Fé, Goiânia, GO: Logos Editora, 2003, Cap. 1, p. 11). “Sabemos que somos postos sobre a terra para louvar a Deus com uma só mente e uma só boca, e que esse é o propósito de nossa vida” (João Calvino, O Livro dos Salmos, v. 1, (Sl 6.5), p. 129).

[19]John A. Hughes, Por que Educação Cristã e não Doutrinação Secular?: In: John F. MacArthur, Jr. ed. ger. Pense Biblicamente!: recuperando a visão cristã do mundo, São Paulo: Hagnos, 2005, [p. 365-395], p. 376. À frente: “O mais alto objetivo da educação deve ser consistente com os mais altos propósitos de Deus – preparar indivíduos mais efetivamente para glorificar a Deus através da adoração e do serviço” (Ibidem., p. 393).