Apontamentos sobre Metodologia, Pesquisa e Ciência – Parte 7

2.2. Os Pressupostos e o Método

Cosmovisões deveriam não apenas ser testadas em uma aula de filosofia, mas também no laboratório da vida. Uma coisa é uma cosmovisão passar no teste teórico (razão e experiência); outra é passar no teste prático. As pessoas que professam uma cosmovisão podem viver consistentemente em harmonia com o sistema que professam? Ou descobriremos que elas foram forçadas a viver segundo crenças emprestadas de sistemas concorrentes? Tal descoberta, eu acho, deveria, produzir mais do que embaraço. – Ronald H. Nash (1906-2006).[1]

Conforme tratamos em outro lugar,[2] nenhuma ciência vive sem pressupostos e a elaboração de um sistema que seja considerado como uma consequência lógica de sua definição prévia. Da mesma forma, a reflexão teológica não se dá em uma redoma de vidro, totalmente asséptica de influências, religiosas, sociais e culturais.[3]

Henry (1913-2003) colocou bem a questão:

A experimentação e a observação não vão a lugar algum deixando de lado pressuposições tácitas. (…) Nenhum físico pode provar a existência de real afinidade entre suas teorias e a condição objetiva da natureza. A explicação científica do que ocorreu no primeiro momento do tempo depende de um ato de fé, a saber, a confiança no princípio da uniformidade. (…) Ficou óbvio que ciência alguma pode existir sem pressupostos.[4]

Uma cosmovisão tem maior possibilidade de ser verdadeira quanto mais ela ilumina os nossos olhos para compreender o sentido da realidade. Uma cosmovisão que já se mostra inconsistente em sua formulação, evidencia de antemão a impossibilidade de sua existência como tal.

Somos em muitos sentidos parte de um produto cultural, filhos de uma geração com uma série de valores que determinam em grande parte as nossas pré-compreensões. Não podemos ter a pretensão de nos colocar sobre a história, como se dela não fizéssemos parte de forma determinada e determinante. Somente Deus desfruta dessa condição justamente por ser Deus.

Valendo-se de uma figura de Aristóteles (384-322 a.C.), Mohler faz uma aplicação interessante e elucidativa:

A última criatura a quem você deveria perguntar como é se sentir molhado é a um peixe, porque ele não faz ideia de que esteja molhado. Uma vez que nunca esteve seco, ele não tem um ponto de referência. Assim somos nós, quando se trata de cultura. Somos como peixes no sentido de que não temos sequer a capacidade de reconhecer onde a nossa cultura nos influencia. Desde a época em que estávamos no berço, a cultura tem formado nossas esperanças, perspectivas, sistemas de significado e interpretação, e até mesmo nossos instrumentos intelectuais.[5]

Portanto, a realidade se mostra a nós com contornos próprios delineados, não, simplesmente, pelo que ela é, mas também pelos nossos olhos que a enxergam e pinçam fragmentos dela, conferindo-lhes novas configurações com cores mais ou menos vivas, e atribui-lhes valores muitas vezes bastante distintos dos reais. Essas escolhas e interpretações passam por condicionantes culturais, obviamente, entre outros, tão naturais que nós não os discernimos e, por isso, não o definimos visto que nem sequer são percebidos.

Muitas vezes o conceito antecede ao fato e, por isso mesmo, enxergamos o fato a partir do conceito. Assim, coitado do fato, se o conceito for diferente… Nesses casos, a visão que temos, deixou de ser uma visão para receber o status de paradigma ou, se quiserem, de realidade.[6] Por isso, é necessário sempre uma boa dose de ceticismo.

Voltamos à figura do peixe que não sabe que esteja molhado.[7]

O teólogo não escapa desses condicionantes, como bem observou McGrath:

O teólogo, juntamente com todos os outros habitantes do fluxo da história, encontra-se dentro de uma tradição – um conjunto de símbolos, valores e pré-compreensões herdados que estabelece uma cosmovisão e funciona como uma estrutura para a comunicação em que o passado, de forma obstinada, se impõe ao presente.[8]

Os princípios de uma ciência são as suas proposições características que dirigem a sua pesquisa, às quais, portanto, todo o seu desenvolvimento posterior está subordinado.[9] Deste modo, em qualquer abordagem que fizermos, devemos estar conscientes de que os pressupostos são fatores fundamentais na nossa aproximação do assunto estudado.[10]  Portanto, o reconhecimento público de nossos pressupostos que estão atrelados à nossa tradição confessional, é, antes de tudo, uma questão moral.[11]

A identificação dos pressupostos de um sistema de pensamento costuma ser decisivo para identificar a sua forma de ver e construir a realidade bem como, alguns de seus propósitos. O problema que enfrentamos, como já identificara Schaeffer (1912-1984), em relação aos Estados Unidos, “É que eles [cristãos] têm visto as coisas de maneira fragmentada em vez de vê-las de maneira integral”.[12] Assim, ainda que possamos enxergar e identificar determinadas árvores na floresta, perdemos a visão do todo.

Bavinck (1854-1921), com intensa franqueza, avança nesse ponto:

Todo crente e todo teólogo dogmático, antes de tudo, recebe suas convicções religiosas de sua igreja. Consequentemente, os teólogos nunca abordam a Escritura de fora, sem qualquer conhecimento anterior ou opinião preconcebida, mas trazem consigo, de seu contexto, uma determinada compreensão do conteúdo da revelação e, assim, olham para a Escritura com a ajuda dos óculos que suas igrejas lhes puseram. Todos os teólogos dogmáticos, quando vão para o trabalho, permanecem, consciente ou inconscientemente, na tradição da fé cristã na qual nasceram e foram nutridos e abordam a Escritura como cristãos reformados, ou luteranos, ou católicos romanos. Também com relação a isso não podemos simplesmente renunciar ao nosso ambiente: somos sempre filhos de nossa época, produto do nosso contexto.[13]

Hodge (1797-1878), acertadamente afirma que           “o verdadeiro método da teologia é, pois, o indutivo, o qual presume que a Bíblia contém todos os fatos ou verdades que formam o conteúdo da teologia, justamente como os fatos da natureza formam o conteúdo das ciências naturais”.[14]

Como fica atestado, a teologia traz consigo alguns pressupostos dos quais dependem a sua existência. E, como não poderia deixar de ser, as diversas tradições teológicas e seus representantes, terão suas subpressuposições, que os distinguem, como afirmou Schaeffer fazendo um corte mais incisivo: “A diferença real entre o liberalismo e o cristianismo bíblico não é uma questão de pesquisa acadêmica, mas de pressuposições”.[15]

Retomando a definição de teologia como sendo o estudo da Revelação Pessoal de Deus conforme registrada nas Escrituras Sagradas, em forma de esboço, podemos indicar os seguintes pressupostos:

1) A existência de um Deus que se relaciona com a sua Criação; Deus infinito e pessoal: transcendente que se revela nas Escrituras.

2) A realidade da suficiência de sua revelação registrada nas Escrituras: Deus por Ele mesmo: Sujeito e Conteúdo da Revelação. “A comunicação divina é a base fundamental da fé cristã”, pontua Lloyd-Jones (1899-1981).[16] A revelação de Deus é um exercício de sua graça na qual Ele se revela como Senhor e Servo sofredor que resgata o seu povo.

3) A racionalidade humana, que se compatibiliza com a revelação condescendente de Deus, conforme trataremos mais detalhadamente à frente: Deus criou o homem com a possibilidade de conhecimento real, ainda que não exaustivo, conforme sublinha Calvino:

Não podemos compreender plenamente a Deus em toda a sua grandeza, mas que há certos limites dentro dos quais os homens devem manter-se embora Deus acomode à nossa tacanha capacidade toda declaração que faz de si mesmo. Portanto, somente os estultos é que buscam conhecer a essência de Deus.[17]

4) A possibilidade do nosso conhecimento está determinada pela própria revelação. O limite de nosso conhecimento está delimitado pela Palavra. Calvino, que como ninguém mais explorou este aspecto, aconselha-nos: “Que esta seja a nossa regra sacra: não procurar saber nada mais senão o que a Escritura nos ensina. Onde o Senhor fecha seus próprios lábios, que nós igualmente impeçamos nossas mentes de avançar sequer um passo a mais”.[18]

5) A capacitação espiritual do homem regenerado para compreender as verdades espirituais da Revelação (Sl 119.18;1Co 2.14-15) por meio da fé: “A fé não é apenas uma espécie, mas a mais elevada espécie de conhecimento. Ela nos fornece uma compreensão de realidades que para os sentidos apenas são inacessíveis, a saber, a existência de Deus, e pelo menos algumas das relações entre Deus e sua criação”, acentua Strong (1835-1921).[19]

Os pressupostos se constituem na janela (quadro de referência) por meio da qual vejo a realidade. O difícil é identificar a nossa janela, ainda que sem ela nada enxerguemos. Assim, falar sobre a nossa cosmovisão, além de ser difícil verbalizá-la, é paradoxalmente desnecessário. Parece que há um pacto involuntário de silêncio o qual aponta para um suposto conhecimento comum: todos sabemos a nossa cosmovisão.

Deste modo, só falamos, se falamos e quando falamos de nossa cosmovisão, é para os outros, os estranhos, não iniciados em nossa forma de pensar.

Sire (1933-2018) resume bem isso:

Uma cosmovisão é composta de um conjunto de pressuposições básicas, mais ou menos consistentes umas com as outras, mais ou menos verdadeiras. Em geral, não costumam ser questionadas por nós mesmos, raramente, ou nunca são mencionadas por nossos amigos, e são apenas lembradas quando somos desafiados por um estrangeiro de outro universo ideológico.[20]

O fato que queremos destacar é que todos trabalham com os seus pressupostos, explícitos ou não, plenamente conscientes deles ou apenas parcialmente.

Schaeffer (1912-1984) coloca a questão nestes termos:

Todas as pessoas têm seus pressupostos, e elas vão viver de modo mais coerente possível com estes pressupostos, mais até do que elas mesmas possam se dar conta. Por pressupostos entendemos a estrutura básica de como a pessoa encara a vida, a sua cosmovisão básica, o filtro através do qual ela enxerga o mundo. Os pressupostos apoiam-se naquilo que a pessoa considera verdade acerca do que existe. Os pressupostos das pessoas funcionam como um filtro por onde passa tudo o que elas lançam ao mundo exterior. Os seus pressupostos fornecem ainda a base para seus valores e, em consequência disto, a base para suas decisões.[21]

Silva argumenta com precisão que,

Quer tenhamos ou não a intenção de fazê-lo, quer gostemos ou não, todos lemos o texto conforme interpretado por nossas pressuposições teológicas. Aliás, o argumento mais sério contra a ideia de que a exegese deve ser feita independente da teologia sistemática é que tal ponto de vista é irremediavelmente ingênuo. A mera possibilidade de entender qualquer coisa depende de nossas estruturas anteriores de interpretação. Se observarmos um fato que faz sentido para nós, é simplesmente porque conseguimos encaixá-lo dentro de um conjunto complexo de ideias que assimilamos anteriormente.[22]

São estes pressupostos que determinam a nossa maneira de ver e, portanto, agir no mundo.[23] A nossa percepção e ação fundamentam-se em nossos pressupostos os quais sãos reforçados, transformados, lapidados, ou abandonados em prol de outros, conforme a nossa percepção dos “fatos”, que, digamos, quase nunca é simples.[24] A questão epistemológica antecede à práxis.

Para nós Reformados, entretanto, é a Palavra de Deus que deve dirigir toda a nossa abordagem e interpretação teológica, bem como de toda a realidade: o Espírito por intermédio da Palavra é quem deve nos guiar à correta interpretação da Revelação. Na Escritura, temos o nosso padrão e apelo final.[25]

Direcionaremos no próximo post a nossa abordagem mais especificamente ao nosso tema.

 

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa.

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[1] Ronald H. Nash, Questões Últimas da Vida: uma introdução à Filosofia, São Paulo: Cultura Cristã, 2008, p. 29.

[2] Hermisten M.P. Costa,  Fundamentos Pressuposicionais da Teologia Reformada, Goiânia, GO; Cruz, 2022, p. 69-77.

[3]Vejam-se: : Hermisten M.P. Costa, Introdução à Cosmovisão Reformada: um desafio a se viver responsavelmente a fé professada, Goiânia, GO.: Editora Cruz, 2017; Hermisten M.P. Costa, Raízes da Teologia Contemporânea, 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2018.

[4] Carl F.H. Henry, O Resgate da Fé Cristã,  Brasília, DF.: Monergismo, 2014, p. 53.

[5]R. Albert Mohler Jr., Pregar com a cultura em mente: In: Mark Dever, ed. A Pregação da Cruz, São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 66. Lewis se vale parcialmente desta figura, argumentando: “Nós nos sentimos molhados, se cairmos na água, porque não somos animais aquáticos: um peixe não se sente molhado” (C.S. Lewis, A essência do Cristianismo autêntico, São Paulo: Aliança Bíblica Universitária,  (1979),  p. 20-21). Do mesmo modo: R. Albert Mohler Jr., O modo como o mundo pensa: Um encontro com a mente natural no espelho e no mercado. In: John Piper; David Mathis, orgs. Pensar – Amar – Fazer, São Paulo: Cultura Cristã, 2013, p. 53.

[6] Veja-se: Thomas Sowell, Conflito de visões: origens ideológicas das lutas políticas,  São Paulo, É Realizações, 2012, p. 18,235-236.

[7] “Adentrar a nossa própria cultura exige que demos um passo para trás e analisemos com cuidado como as pessoas pensam, identifiquemos as regras, os princípios e as visões do mundo que compõem os sistemas de pensamento que nos cercam” (R. Albert Mohler Jr., O modo como o mundo pensa: Um encontro com a mente natural no espelho e no mercado. In: John Piper; David Mathis, orgs. Pensar – Amar – Fazer, São Paulo: Cultura Cristã, 2013, p. 45).

[8]Alister E. McGrath, A gênese da doutrina: fundamentos da crítica doutrinária, São Paulo: Vida Nova, 2015, p. 101.

[9]Veja-se: Princípio: In: A. Lalande, Vocabulário Técnico e Crítico da Filosofia, São Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 861.

[10] Sobre pressupostos, veja-se: Hermisten M.P. Costa, Introdução à metodologia das ciências teológicas, Goiânia, GO.: Editora Cruz, 2015, p. 73-82.

[11] Veja-se: Michael Horton, Doutrinas da fé cristã, São Paulo: Cultura Cristã, 2016, p. 32-33.

[12]Francis A. Schaeffer, Um Manifesto Cristão. In: Francis A. Schaeffer, A Igreja no Século 21, São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 165).

[13]Herman Bavinck, Dogmática Reformada, São Paulo: Cultura Cristã, 2012, v. 1, p. 82. Veja-se também: Cornelius Van Til, An Introduction to Systematic Theology, Phillipsburg, New Jersey: Presbyterian and Reformed Publishing Co. 1974, p. 4.

[14]Charles Hodge, Teologia Sistemática, São Paulo: Hagnos, 2001, p. 12.

[15]Francis A. Schaeffer, O Grande Desastre Evangélico. In: Francis A. Schaeffer, A Igreja no Século 21,  São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 289.

[16]D. Martyn Lloyd-Jones, O Combate Cristão, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1991, p. 24. “Ele não nos manda que subamos incontinenti aos céus, e, sim, perscrutando nossa debilidade, Ele mesmo desce até nós” (João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 2 (Sl 42.1-3), p. 257). (Veja-se: Herman Bavinck, Reformed Dogmatics: Volume 1: Prolegomena, Grand Rapids, Michigan: Baker Academic, 2003, p. 37-38).

[17]João Calvino, Exposição de Romanos, São Paulo: Paracletos, 1997, (Rm 1.19), p. 64.

[18]João Calvino, Exposição de Romanos, (Rm 9.14), p. 330. Veja-se também: João Calvino, As Institutas, I.5.9; I.14.3-4; III.21.4; III.23.8; III.25.6 e 11; IV.17.36; Exposição de Hebreus, São Paulo: Paracletos, 1997, (Hb 7.3,8), p. 177-178, 183; Exposição de 2 Coríntios, São Paulo: Paracletos, 1995, (2Co 12.4), p. 242,243; João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 2, (Sl 51.5), p. 431-432; As Institutas da Religião Cristã: edição especial com notas para estudo e pesquisa, v. 3, (III.8), p. 38.

[19]A. H. Strong, Systematic Theology, 35. ed. Valley Forge, PA.: The Judson Press, 1993, p. 4.

[20]James W. Sire, O Universo ao Lado, São Paulo: Hagnos, 2004, p. 21-22.

[21] Francis A. Schaeffer, Como Viveremos?, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2003, p. 11. McGregor Wright demonstra isso em sua obra quando parte para analisar os textos bíblicos que acredita serem o fundamento de sua posição. Escreve então: “…. devemos todos orar para que o Espírito Santo sonde os nossos corações, em busca de indícios de que nossa exegese esteja sendo controlada por suposições e pressuposições das quais não estejamos plenamente cônscios, porque elas tendenciam nossa leitura da Palavra de Deus. Contudo, a questão não é se podemos ser não-tendenciosos ou não, mas se estamos conscientes de nossas pressuposições. Realmente percebemos como elas nos afetam, e realmente estamos desejosos de ver essas pressuposições julgadas pelas Escrituras?” (R.K. McGregor Wright, A Soberania Banida: redenção para a cultura pós-moderna, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1998, p. 122).

[22]Moisés Silva, Em Favor da Hermenêutica de Calvino: In: Walter C. Kaiser Jr.; Moisés Silva, Introdução à Hermenêutica Bíblica, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2002, p. 255. De forma complementar, devemos também entender que: “Corretamente empregados, os padrões confessionais devem guiar, formatar e enriquecer nossa exegese; mal empregados, eles se divorciam dos textos bíblicos que os nutriram e desenvolveram” (D.A. Carson, Jesus, o Filho de Deus: O título cristológico muitas vezes negligenciado, às vezes mal compreendido e atualmente questionado, São Paulo: Vida Nova, 2015, p. 81-82).

[23] “Seria atenuar os fatos dizer que a cosmovisão ou visão de mundo é um tópico importante. Diria que compreender como são formadas as cosmovisões e como guiam os limitam o pensamento é o passo essencial para entender tudo o mais. Compreender isso é algo como tentar ver o cristalino do próprio olho. Em geral, não vemos nossa própria cosmovisão, mas vemos tudo olhando por ela. Em outras palavras, é a janela pela qual percebemos o mundo e determinamos, quase sempre subconscientemente, o que é real e importante, ou irreal e sem importância” (Phillip E. Johnson no Prefácio à obra de Nancy Pearcey, A Verdade Absoluta: Libertando o Cristianismo de Seu Cativeiro Cultural, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2006, p. 11).

[24] “O físico mais rigoroso pode tornar-se o dogmático mais rígido, fechando a sua mente arbitrariamente para qualquer argumento ou evidência que possa desafiar tais pressupostos. Os paradigmas narrativos são resistentes. Eles podem ser derrubados, mas todos trabalham ativamente para preservá-los do impeachment” (Michael Horton, Doutrinas da fé cristã, São Paulo: Cultura Cristã, 2016, p. 17).

[25] Cf. A. H. Strong, Systematic Theology, 35. ed. Valley Forge, PA.: The Judson Press, 1993, p. 27; Gordon J. Spykman, Teologia Reformacional: Um Nuevo Paradigma para Hacer la Dogmática, Jenison, MI.: The Evangelical Literature League, 1994, p. 5.

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